O Festival da Canção mudou. Longe vão os tempos em que se cantavam letras sobre amores de verão, sobre viagens pelo mundo, sobre amores desencontrados, sobre noitadas até às quinhentas, sobre amores felizes, sobre cantar sem desafinar em playback (clap clap), sobre primeiros amores, etc...
Talvez num reflexo da crise, e a uma semana de uma manifestação contra o estado da classe política, os grandes vencedores do festival da canção este ano foram os Homens da luta com o tema “Luta é alegria”.
Se é bom ou se é mau não sei. Tendo em conta que já fomos representados por artistas que exalavam vergonha alheia, é bom; tendo em conta que já tivemos músicas bem produzidas (há muito, muito tempo, eu sei), é mau.
Mas a verdade é que nem este festival, nem o da Eurovisão são o que eram. Já ninguém trauteia músicas da Rosa Lobato Faria, do José Calvário e do Ary dos Santos até à exaustão, e ninguém se lembra quem ganhou o festival há dois ou três anos atrás sem recorrer à wikipedia.




