quarta-feira, 21 de março de 2012

O mistério do comboio verde

Continuando com os comboios, tenho feito algumas viagens no intercidades e nunca há serviço de bar. Avisam sempre que é temporário e tratar do assunto com a maior brevidade possível. As viagens sucedem-se e o serviço de bar continua temporariamente indisponível.

Mas afinal o que se passa no intercidades que nos deixa à sede 3 horas a fio?

O que me constou foi que o contrato de concessão terminou e não foi renovado. Será que o aluguer está assim tão alto? Será que não querem fazer mais dinheiro? Será que isto é verdade? Será que é mentira?
Será que eles comem o stock todo?


segunda-feira, 19 de março de 2012

Transparente como água


O plano Nacional de Barragens gerou uma febre por construir este tipo de empreendimentos energéticos por todo o país, sem divulgar quais são as vantagens destas construções, qual é o retorno que têm e o que é que ficamos a ganhar. 

A verdade sobre este assunto é que as novas barragens produzem 0% de energia líquida, já que consomem a totalidade do que produzem para bombear água. 

Numa visão sempre a pensar nos interesses nacionais, o Estado comprometeu-se a pagar 49 milhões de euros por ano a estas centrais, haja, ou não, produção de energia. Estes 49 milhões representam 20% do dinheiro emprestado pela Troika. 

Se pegarmos nestes dados e pensarmos na linha do rio Tua, vemos como os sucessivos governos de Portugal nunca pensam a longo prazo. A falta de visão faz com que não haja um investimento com retorno garantido no nosso país. 

Neste caso especifico, esta linha centenária podia criar 11 vezes mais emprego, por milhão investido em comparação com a barragem, se fosse mantida aberta e modernizada. Como seria isso possível? Simples: 

- Esta linha pode ser ligada a Puebla de Sanabra, Espanha, onde vai passar a linha de alta velocidade espanhola fazendo com que se chegue a Madrid numa hora e meia; 

- Bragança, através do aeródromo e de uma ligação férrea decente, facilmente entrava no circuito das lowcost, o que favorecia muito a nossa economia; 

- Se a linha não for submersa, pode ser uma enorme atração de turismo férreo, muito à imagem do que já é feito, por exemplo, em Espanha. A ligação com o Douro seria um desses motivos, entre outros; 

- Até agora já foram perdidos cerca de 2 milhões de euros com o encerramento desta linha, quer a nível de comércio local, quer a nível de receitas de bilheteira. 

Outro ponto importante que devemos lembrar é que esta é uma região do país esquecida e abandonada. Sempre tivemos dificuldade em arranjar formas de tornar o interior mais dinâmico e sustentável. Esta seria uma forma disso acontecer. 

Já não bastava os bancos estarem sempre a ganhar, também vamos ajudar os carteis da energia.



NOTA - Aqui neste programa da Biosfera está tudo explicado com mais pormenor. Vejam porque vale a pena.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Histórias do Tamanho da Minha Altura

Depois de ter sido lançado em Lisboa na Ler devagar, onde se destacou por ser o livro infantil mais vendido de 2011, Histórias do tamanho da minha altura vai ser lançado no Porto.


Tudo se vai passar na Fnac do Norteshopping às 16h. Quem quiser aparecer será recebido com a leitura do livro e pelas 3 autoras. 



terça-feira, 13 de março de 2012

WHO are you

Caras vítimas da WHO,

No Fusível Ativo, temos sempre a preocupação de dar a conhecer situações como a vossa, mas não pudemos fazer mais do que as divulgar. Felizmente, nunca fomos lesados por essa empresa, muito embora tenhamos sofrido uma ameaça da pessoa que está à frente da WHO depois de termos escrito este post aqui.

Temos recebido alguns mails de apoio ao tal post, temos recebido outros de pessoas que se querem revoltar. As únicas coisas em que podemos ajudar são:

- Mandem-nos o vosso caso que nós divulgamos o mais possível, de forma anónima. Quantos mais casos nos mandarem, mais fácil será dar a conhecer o que se passa;

- Com a autorização de quem estiver interessado, pormos-vos em contacto uns com os outros para que juntos possam unir forças contra esta situação inacreditável.

Conhecemos vários casos, de há já vários anos, em que as pessoas se vão iludindo com a possibilidade de reaver o dinheiro e vão ficando caladas. Na nossa opinião, este silêncio é egoísta já que tem permitido que se propaguem mais e mais casos de dívida.

Deem voz e cara à vossa luta, avancem. 


segunda-feira, 12 de março de 2012

Geração à quê?

Parece que faz um ano que houve uma grande manifestação, parece que andava tudo por ai a rebelar-se. parece que, há um ano, estava uma tarde agradável, que havia desespero, que havia desculpas, que havia espírito de luta. há um ano, estávamos descontentes, estávamos a marcar a diferença, estávamos a dar o nosso corpo ao manifesto.

Há 12 meses, falou-se, ouviu-se, viu-se, gritou-se, esperneou-se, exigiu-se, cantou-se, saltou-se, abraçou-se, arrepiou-se.

Depois prometemos a nós próprios, comprometemo-nos com outros que ia ser diferente, que nós é que éramos os verdadeiros, não íamos ser como eles, porque somos diferentes.

E agora cá estamos todos à espera, sentados, de braços cruzados e com o rabinho tremido de sair da zona de conforto, mesmo que essa zona não seja muito confortável.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Notícias

Foi exatamente naquela casa que a vítima entrou antes de sair. Subiu estes degraus, abriu a porta. Dizem que gostava muito de café, já que todos os dias bebia uma bica no café ao lado desta porta. A dona do café diz que esta era uma pessoa pacata, boa pessoa, respeitadora e não previa o que aconteceu. 

Nessa fatídica manhã, a vítima acordou por volta das 8, é o que diz a dona do café já que exatamente às nove e quarenta e oito já se encontrava no estabelecimento com ar de quem tinha tomado banho. Ela tomava banho todos os dias, pelo que diz o nariz da dona do café. Era só mais um dia, normal a outros dias.

Foi atrás desta porta que estamos a ver que tudo aconteceu. Era uma segunda-feira de manhã e a vítima preparava-se para sair do tal banho a que se habituara todos os dias na sua rotina, um banho que já era tão natural que era impossível prever o perigo que podia conter.

Devido à água acumulada no chão, a vítima pôs o pé em falso, talvez por não ter o tapete indicado, como já tinha apontado um amigo da vítima outras vezes, e que nos deu a descrição da casa de banho em primeira mão. Este amigo, que prefere ficar anónimo, já tinha alertado várias vezes para esta situação, mas a vítima teimava em não fazer nada em relação ao assunto.

As consequências foram trágicas, a vítima escorregou e partiu um braço em menos de um segundo. Um final drástico e inesperado, para quem pensava que sair do banho de forma rotineira nunca se poderia transformar num acidente.

Cristina Guerreiro e Miguel Barbosa, Toucadinha, TBI.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Treinadores de bancada

Se há  coisa que descredibiliza e me desaponta muito, são pessoas que exigem mudança mas não mudam; que pedem um esforço, mas não se esforçam; que dizem para irmos em frente mas não nos dão a mão. Essas pessoas ficam presas a uma zona de conforto, logo, são as últimas a mudar, porque mudar implica uma escolha. 

Depois é vê-los a fazer coisas menos inteligentes como mudar de sentido a meio da Av. João XXI (que é como quem diz, fugir com o rabo à seringa), é vê-los mandar bitaites sobre a economia e a crise, assumirem que não são ricos, quando têm um património invejável; é vê-los pedir sacrifícios durante as férias, quando eles próprios tiram férias, entre outros exemplos menos bons.

Estas pessoas, que querem tanto mas não se mexem, não percebem que mudar é um compromisso de partes em que, mesmo que uma tenha que mudar, a outra tem que lhe dar a mão, tem que estar lá nos bons e maus momentos mostrando apoio e compreensão (literalmente, não é só blá blá blá).

Se o país precisa de mudança, então temos todos que mudar em conjunto para que o bem comum seja respeitado e seja conquistado numa relação que vai bem para lá do "até que a morte nos separe".


Autoria de Banksy; tirada daqui

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estar vivo é o contrário de estar morto

Quando alguém morre, passa de besta a bestial, ou de normal a magnífico. Morta é que uma pessoa dá nas vistas e mata os seus defeitos. O que era feito da Whitney Houston? Quem, dos seus grandes amigos que ficaram tão tristes, a elogiou e quis gravar com ela enquanto viva?

Quem era o Angélico não sei quê? Porque é que só ouvimos falar dos seus brilhantes e multifacetados talentos depois de morrer?

Como é que o João Amaral, que fez tanta frente ao PCP, foi convidado a sair teve o partido em peso no seu funeral a dar-lhe elogios atrás de elogios, que até metia nojo?
Maria José Pinto Nogueira, essa grande mulher da direita, que toda a esquerda odiava e mas que teceu os mais nobres reconhecimentos.

Mas o que é que a morte trás aos mortos que, de repente todos acham que a pessoa defunta era fantástica? Será um estigma social de hipocrisia? O medo de sermos o próximo e querermos ganhar  um lugar no céu?

Para mim morto ou vivo, cada pessoa vive daquilo que é, sem ser enaltecido com a ausência de vida. Os que cá ficam, sabem o que guardam da pessoa e a pessoa em causa, já leva com ela todas as criticas tecidas em vida, não dá para voltar atrás.

Vamos mas é louvar a vida e os vivos que esses é que precisam de elogios e incentivos.  Caso contrário, arriscamo-nos a que a taxa de suicídio aumente, numa procura de reconhecimento já que a crise anda a deitar a baixo muitos egos.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Manifesto


Parabéns Fusível Ativo!

Chegámos ao primeiro ano blogador. As nossas melhores expectativas foram atingidas com 12.000  visualizações de páginas (mais coisa menos coisa). Queremos, por isso, agradecer a todos os que passam por aqui.

Como é dia de festa e cantam as nossas almas, o blog redistribuiu os posts aleatoriamente, numa celebração estonteante! Se acharem que temos posts novos, não temos, foi mesmo uma falha técnica.

Nós decidimos celebrar de uma forma mais convencional com os seguintes presentes:

- A partir de agora, para além dos posts regulares, vamos ter cartazes quinzenais a ilustrar alguns dos posts já feitos, num regresso ao passado;


- Vamos deixar de ter os classificados, porque não teve o sucesso que esperávamos, mas continuaremos a anunciar qualquer evento relevante na página principal;


Esperemos que gostem das novas mudanças e que continuem a visitar o Fusível Ativo.





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Coisas engraçadas da vida

Dentro deste tema podia falar de episódios do quotidiano e de coincidências interessantes. E é isso mesmo que vou fazer: 

Não foi assim há tanto tempo que o governo tomou posse e deixou bem claro que não queria fazer o TGV (muito embora até tenha sido um governo com a mesma cor a lançar a ideia, mas isso é outra história que envolve a incoerência dos nossos político). Ironia do destino, afinal até acham boa ideia e estão a dar início ao processo. Por acaso, e só mesmo por acaso, as carruagens são de uma marca alemã e os carris de uma marca francesa. 

O Governo anunciou rapidamente os cortes que ia fazer de forma a mostrar trabalho e empenho. A verdade é que, só anunciar medidas não faz automaticamente que elas aconteçam. Por exemplo, houve um grande alarido quando se decidiu acabar com a Parque Expo mas a verdade é que o concelho de administração ainda não foi nomeado, entretanto não entram projetos novos porque ninguém sabe se esta empresa sobreviverá ou não e, todos os trabalhadores andam de mãos nos bolsos porque não têm nada para fazer. Ou seja, se tinham que tomar esta medida, se calhar deviam ter esperado uma altura mais oportuna onde conseguissem agilizar facilmente o processo em vez de deixarem não sei quantas pessoas num stress crónico e sem nada para fazer. 

Eleições na Madeira. Consta que ganhou o partido que todos estavam à espera que ganhasse. Até aí tudo bem. Mas é engraçado como o Governo que, só por acaso é da mesma cor do que ganhou naquela ilha, ainda não se ter pronunciado sobre a divida que esta ilha tem, nem ter tomado a iniciativa de começar a averiguar o que aconteceu. A atitude que acharam mais correta foi manter o silêncio. Vamos ver até quando mas, cá para mim, parece que desde ontem (dia das eleições) está para vir a qualquer momento uma qualquer opinião, estejam atentos ao twiter e facebook dos nossos representantes.
Mas a vida é mesmo assim, feita de coincidências todas iguais, mas há umas que são mais iguais que outras. 


Maratona invisivel

Todos sentimos a corrida das bolsas, mas não temos acesso à primeira bancada, nem percebemos bem as regras (falo por mim), nem percebemos bem onde é que se passa. Só conseguimos ver os resultados através de outros resultados de outros mercados, de outros países com outras moedas.

Faz-me alguma espécie que uma coisa tão confusa seja a que rege a economia de que todos dependemos.

Será de propósito?

Tirem o dinheiro dos bancos!

Muito embora os nossos votos sejam de um 2012 cheio de coragem de força de vontade e associativismo, queremos relembrar que ainda nos encontramos numa situação económica frágil.

Eric Cantona fez um apelo, há já algum tempo, de um protesto que não foi levado a cabo mas que é uma excelente forma de reivindicar, sem violência, sem motins, sem polícia, sem confrontos de maior. É uma forma pacífica de provar que o poder está no povo, que se todos os “pobres” levantarem o seu dinheiro, os 1% não conseguem sustentar esta imaterialidade monetária, números que vemos mas nunca sentimos, dinheiro que não existe efetivamente. Eles movimentam-no como lhes convém. Fazem dinheiro com o nosso dinheiro, e ainda nos cobrarem impostos e taxas.

Nesse sentido fazemos um apelo: Pedimos a todos que, entre o dia 13 e 14 de fevereiro, levantem todo o dinheiro das vossas contas. Nos dias seguintes voltamos a depositar, mas o objetivo é que os bancos sintam o que é estar sem dinheiro, o que é estar preso a um bem que pensam ser deles, mas que é nosso.

Vamos mostrar-lhes o amor que temos por um espírito solidário, que todos estamos metidos nesta crise, que não nos podem manipular, chantagear e, mais importante, que o povo é quem mais ordena.

Entre dia 13 e 14 de Fevereiro, levantem todo o dinheiro das vossas contas.

Saga Seguranças Social, episódio... já perdi a conta.

A Segurança Social, ironicamente a SS, continua-me a dar problemas. Não consigo esclarecer dúvidas após ter visto o meu dinheiro a ser penhorado. Além disso, a quantia que me tiraram foi mais elevada que a minha dívida. 

O problema, agora, é que a SS culpa o banco do qual sou cliente e o meu banco, surpresa das surpresas, culpa-a a ela. 

E realizo o problema de Portugal, um país onde os bancos e o Estado andam de braço dado. Eu sei que já era óbvio devido ao destino do dinheiro que nos chega, ou melhor, que não nos chega, ou melhor, que chega a Portugal mas não aos portugueses, ou melhor,  chega a alguns portugueses. 

Chego a um estado de frustração que já só dá vontade de rir para não chorar. Conto as minhas aventuras num tom jocoso quando, no fundo, sinto uma enorme repugnância e deceção. 

A única solução é mudar de banco já que não posso mudar de Estado.




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Galinha de casa, mais come do que vale

Queremos agradecer aos senhores deputados europeus que, de estarem tão longe, se esquecem dos meros mortais. 

Agradecemos pelos juros imensos que nos cobram, pelos cortes intransigentes que nos impõem. 

Agradecemos aos nossos representantes por se esquecerem de nós quando recebem bons ordenados e regalias, que provavelmente já dizem “Jan Michele, tu et ici tu es à mange"; que nos esquecem porque já estamos longe, que escolheram ser de outra classe. 

E é a pensar nisto tudo que queria acabar com um grande agradecimento a todos os senhores deputados que estão aí, nesse sítio distante, longe do comum dos mortais: Um grande obrigado por terem pensado no quão importante é aprovar uma nova regra comunitária a ser adotada até julho, para que as galinhas poedeiras tenham as devidas condições. Isto implica que cerca de 80% das produtoras em Portugal correm o risco de fechar já que este setor vai precisar de 75 milhões de euros para cumprir esta nova regra. 

Queria, por isso, deixar um grande agradecimento por parte de todos os portugueses, principalmente pela nossa economia e por toda a economia europeia que estava mesmo a precisar que estes assuntos fossem debatidos nesta altura do campeonato. 


Um grande bem-haja, que comam e durmam bem por aí às nossas custas e, quando voltarem em primeira classe, lembrem-se que a comida de avião é uma iguaria que poucos podem provar, mas todos as pagam a Vexas.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não fomos nós!

"16 quilos de cocaína despachados para o quartel-general da ONU"
in Público

Na minha humilde opinião, este foi o trabalho de traficantes de droga que estavam a tentar enviar esta droga para os EUA e cujo plano acabou por correr mal - diz o senhor Gregory Starr enquanto esfrega o nariz.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Troika disfarçada de lei

Há já algum tempo que o governo tem falado de taxar discos externos e qualquer "aparelho" que sirva para transportar informação digital (lei n.º 62/98). Ou seja, telemóveis, pens, discos externos, e uma cambada de outras coisas que são indispensáveis para o nosso dia-a-dia de trabalho.

O governo alega que esta será uma forma de pagar os direitos de autor. “O quê?” perguntará muita gente, é verdade: Em Portugal somos criminosos até que provemos o contrario e, por isso, somos considerados piratas (faz sentido já que andamos um pouco à deriva).

Esta lei, alegadamente, está sustentada no facto de que este tipo de dispositivos são usados para transportar informação ilegal e, como tal, os seus utilizadores devem pagar os direitos de autor sobre o eventual uso de criações de terceiros que, parte-se do princípio, que estamos a usar ilegalmente.

Com esta nova lei, cada GB é taxado a dois cêntimos. Isto implica aumentos brutais nos preços de mercado deste tipo de dispositivos. Uma drive com 2 TB (que serão taxados com um preço superior por giga) pode vir a custar mais 50 euros, os telemóveis podem aumentar em 30 euros e por aí fora.

Isto demonstra os velhos do Restelo que temos a governar-nos, pessoas que não percebem as novas tecnologias nem as novas ferramentas que o país precisa para PRODUZIR. Com esta medida, quem vai ficar a ganhar é o mercado paralelo, esse que antagonicamente eles estão a tentar combater com esta nova lei.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não percebo

Devo ser uma pessoa muito burra. Nunca tive muito boas notas a matemática, deve ser por isso que não compreendo as contas da Segurança Social. Então depois da conta penhorada, tive que pagar a primeira prestação, a qual chegámos a acordo.

Como a conta estava PENHORADA não tinha dinheiro para fazer este primeiro pagamento. Vá lá, consegui pedir dinheiro emprestado, com a promessa de o devolver assim que me resolvessem a situação. Hoje a situação foi resolvida, tive acesso à minha conta mas o dinheiro penhorado desapareceu. Não me avisaram que isto ia acontecer, até porque, se fui negociar uma forma de pagamento mais suave é porque não tenho dinheiro para ficar sem dinheiro.

Este mês tenho que pagar uma nova prestação. Vou ter que ir lá e explicar que, ao tirarem o dinheiro da conta, imagine-se, fico sem dinheiro para lhes poder pagar. Magia! 

Não percebo esta situação em que ninguém fica a ganhar: vou empatar os serviços, eles voltam a não receber dinheiro e voltamos à estaca zero.

E eu que andava contente a achar que já tinha esta situação resolvida, meti-me noutro buraco.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Desenrasca: a profissão com maior percentagem de portugueses

Porque estamos em crise tenho uma amiga da minha sobrinha que conhece um tipo que faz uns bonecos porreiros, não precisamos de um arquiteto;

Porque sou muita esperto, tenho um amigo que conhece um tipo que tem um filho que gostava muito de brincar com playmobis, por isso não precisamos de um engenheiro;

Porque a minha filha é muito inteligente porque é minha filha, ela faz o site da nossa empresa porque desde pequena que ela é especial, não precisamos de um designer;

Porque o meu vizinho de cima esteve no Técnico em matemática, eu peço-lhe para programar o que for preciso e não precisamos de pagar a esses gajos que não percebem nada, como é que se chamam?... Programadores, é isso;

E depois disto tudo, o mercado começa a ficar parasitado por pessoas que cobram preços irrisórios por trabalhos que ficam mal feitos, levando os profissionais das áreas a baixar os seus preços. 

Depois queixam-se que não funciona ou, pior, nem sequer têm essa perceção porque o trabalho não foi explicado como era suposto. E assim se criam os jeitosos que safam aqui e ali e que ajudam bastante a dar cabo do mercado de trabalho.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

16 e 17 de janeiro não há dinheiro!

Muito embora os nossos votos sejam de um 2012 cheio de coragem de força de vontade e associativismo, queremos relembrar que ainda nos encontramos numa situação económica frágil.

Eric Cantona fez um apelo, há já algum tempo, de um protesto que não foi levado a cabo mas que é uma excelente forma de reivindicar, sem violência, sem motins, sem polícia, sem confrontos de maior. É uma forma pacífica de provar que o poder está no povo, que se todos os “pobres” levantarem o seu dinheiro, os 1% não conseguem sustentar esta imaterialidade monetária, números que vemos mas nunca sentimos, dinheiro que não existe efetivamente. Eles movimentam-no como lhes convém. Fazem dinheiro com o nosso dinheiro, e ainda nos cobraram impostos e taxas.

Nesse sentido fazemos um apelo: Pedimos a todos que, entre o dia 16 e 17 de janeiro, levantem todo o dinheiro das vossas contas. Nos dias seguintes voltamos a depositar, mas o objetivo é que os bancos sintam o que é estar sem dinheiro, o que é estar preso a um bem que pensam ser deles, mas que é nosso.

Vamos mostrar-lhes o amor que temos por um espírito solidário, que todos estamos metidos nesta crise, que não nos podem manipular, chantagear e, mais importante, que o povo é quem mais ordena. Divulga esta revolução.





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ho ho ho vs. Ha ha ha

Quem olhar para Portugal de fora, pensa que isto é tudo um grande filme de comédia. Num país endividado investe-se na venda de bens únicos e na pouca aposta num futuro a longo prazo; num desenvolvimento da economia para que, mais tarde, possa ser sustentada. Além de se fazer tudo isto, os principais representares do Estado em vez de nos animarem e darem alento, dizem para termos o melhor natal dentro do possível e aconselham toda a gente a imigrar. Que tipo de segurança me dá esta loucura? Devo rir? Devo chorar? Devo ignorar e continuar a minha vida? 

Já me desejaram um bom 2013, porque desejar tal coisa para 2012 não vale a pena. Este povo derrotista só o é porque, realmente, somos puxados para baixo até por quem nos governa, sempre a 5 anos, sem pensar num futuro que falsamente prometem em cada mandato. 

Será que, por outro lado estes dois senhores foram sinceros e devemos louvar tal atitude? Bem, nesse caso são os capitães que estão a ser os primeiros a abandonar o navio, que se desresponsabilizaram de tomar medidas e afirmam publicamente que já não à nada a fazer. 

Com isto tudo, o Fusível Ativo deseja um ótimo 2012 já que acreditamos que juntos podemos tornar este país num sítio melhor. 




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Who is WHO

A agência WHO tem dado cabo do sono a muitos amigos nossos, a quem esta agência ficou a dever muito dinheiro. Não estou a falar nem de um, nem de dois ou três casos, estou a falar de muita gente que ficou lesada por esta agência. Nesse sentido, partilho um testemunho que representa várias vozes, e faço em apelo para que sejam denunciados mais casos, para que seja denunciada a página do Facebook e para que se juntem nesta luta contra um exemplo do porquê da crise deste país que deixa passar impune casos destes. Saibam mais histórias aqui e aqui.

A minha relação com a who sempre foi complicada desde o primeiro trabalho. Assinei um contrato em Agosto de 2007 juntamente com dois colegas designers, e passámos a ser representados pela WHO como um colectivo de motion design. 


Fomos levados, logo no primeiro trabalho, a colaborar de graça para a agência, sob o pretexto de ser uma tremenda mais valia para nós, estarmos associados à WHO. 

  Depois desse trabalho, que correu às mil maravilhas por não ter envolvido dinheiro, foi sempre muito complicado receber os nossos honorários a tempo e horas. Até que, em abril de 2009, aceitámos um trabalho para uma câmara municipal, que consistia num vídeo promocional do concelho. 





A adjudicação desse trabalho incluía um plano de pagamentos faseados, e nunca esse plano foi cumprido. Ou não atendiam o telefone, ou inventavam desculpas, do mais criativo que existe, para evitar pagar os valores combinados. Era um verdadeiro desespero para nós, que como 3 jovens criativos, temos a renda e as contas para pagar. Éramos obrigados a verdadeiras perseguições telefónicas para receber uma resposta, e quando essa resposta vinha, começava sempre com "infelizmente, não vamos conseguir pagar já, porque...". 





A certa altura, e mais uma vez, porque somos 3 jovens criativos, começámos a precisar de dar prioridade a outros trabalhos, de outros clientes (não relacionados com a WHO ou com qualquer cliente da WHO), comunicámos à who que não iríamos cumprir as diferentes fases de entrega do trabalho enquanto não houvesse ordem nos pagamentos. Ainda assim, decidimos, por princípios profissionais e por termos criado simpatia com o cliente final, acabar por entregar a totalidade do trabalho, falhando apenas os prazos de entrega, como haviam sido falhados os pagamentos. 



  Essa nossa decisão levou a que a who considerasse uma "prestação de serviço deficiente" e recusar-se pagar a metade final do trabalho, correspondente a cerca de 4700 euros, e enviando uma carta de rescisão de contrato, acusando-nos de uma "infracção muito grave" segundo o seu contrato leonino, sujeitando-nos a uma indemnização de 472.500,00 euros. 

Tão absurda era essa indemnização que nunca mais deram continuação a essa carta, confirmando o modus operandi que fomos assistindo até agora, a ameaça "a ver se pega". Curiosamente, "esquecido" no meio dessa rescisão, ficou outro pagamento de outro trabalho não relacionado com este, no valor de 1000 euros. 

  Ora, uma vez que é muito complicado lutar contra uma agência como a WHO, restava-me a mim, procurar o meio mais eficiente para conseguir atenção, ou seja, divulgar a situação em redes sociais. 

Descobri rápidamente que não estava sozinha, dezenas de outras vítimas foram surgindo, algumas com processos a decorrer. Divulguei, efectivamente, apoiando-me sempre na verdade, a dívida que a WHO tinha para comigo, e por essa razão recebi telefonemas da Ema Cerveira ameaçando-me de queixa na polícia judiciária. 

Ora, uma vez que nada temia, continuei a minha campanha de divulgação, já com o principal intuito de alertar colegas de profissão, potenciais vítimas. Efectivamente, em dezembro de 2010 fui interrogada pela polícia judiciária, por alegadamente ter difamado a agência who no facebook. Tal como eu, o próprio agente que me interrogou considerou tal injunção uma brincadeira, e aconselhou-me a não prestar sequer declarações e seguir com a minha vida. Pouco tempo depois, a queixa foi retirada - irónicamente - por falta de pagamento das taxas associadas à injunção. 

  Desde então que continuo a propalar a dívida e a vigarice de que fui vítima, com acréscimo de atentado à minha integridade, uma vez que nunca difamei ninguém, apenas disse a verdade, e como tal considero um crime a queixa que fizeram contra a minha pessoa. 

No passado mês de outubro, fui contactada pela Ema Cerveira, que pedia uma reunião para revisão da dívida, em troca de, nas suas palavras, "paz". Como tal, agendámos uma reunião, onde ela se apresentou acompanhada da advogada, sem aviso prévio.

Propuseram, então, o pagamento parcial da dívida (uma vez que, alegadamente, o cliente final nunca pagou a totalidade do trabalho por, também ele, considerar "deficiente") em troca da minha assinatura num documento de quitação com os seguintes termos:

"Todos os membros do Grupo SEGUNDO DECLARANTE supra identificados se interditam expressamente de, a partir do presente momento e no futuro, divulgar, difamar, propalar e injuriar a PRIMEIRA DECLARANTE e a sua gerente, Ema Bárbara Costa Campos Cerveira, de todas as formas e em qualquer meio de comunicação verbal ou escrito assim como na internet, nomeadamente em blogues, na rede social facebook assim como nas redes sociais em geral, devendo igualmente abster-se de empregar o nome da WHO, sua gerente e seus colaboradores, obrigando-se igualmente repor o bom nome da WHO, sua gerente e seus colaboradores, na devida extensão em que os mesmos foram prejudicados no passado devido às acções enumeradas, obrigando-se a eliminar na totalidade todos os comentários por si publicados e difundidos na internet, nomeadamente em blogues, na rede social facebook assim como nas redes sociais em geral, de forma devidamente comprovada perante a PRIMEIRA DECLARANTE.


4) As partes celebram entre si uma clausula penal no valor de Euros 200.000,00 caso os SEGUNDOS DECLARANTES continuem a divulgar, difamar, propalar e injuriar a PRIMEIRA DECLARANTE e a sua gerente Ema Cerveira, devendo igualmente abster-se de empregar o nome da Who, sua gerente e seus colaboradores de forma verbal ou escrita, nomeadamente em todos os sites da Internet tais como blogues, redes sociais etc.
5) A PRIMEIRA DECLARANTE obriga-se a extinguir qualquer processo judicial que eventualmente se encontre pendente em relação aos SEGUNDOS DECLARANTES, interditando-se igualmente de iniciar procedimento cível ou criminal contra os mesmos, caso se verifique o estrito cumprimento do conteúdo do nº3 supra."

  Da forma como eu vejo as coisas, este documento representa uma chantagem. Trocam o dinheiro que me devem, e que é meu por direito, pela confissão de algo que eu não fiz, porque nunca menti, sujeitando-me a coimas brutais se violar este acordo. É uma tentativa de troca de papéis, entre o criminoso e a vítima. 

Recusei-me, como é óbvio, a assinar tal coisa, por considerar que não há valor que pague a minha integridade. Este documento representa mais um dos abusos que a WHO tenta exercer sobre os seus agenciados (ou ex agenciados), e faz com que tenha ainda mais vontade de divulgar este caso e lutar para que se faça justiça. Não consigo entender como é que uma agência com o nome da WHO continua de portas abertas a abusar de jovens criativos, e a sair impune dos inúmeros casos de vigarice.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Histórias do Tamanho da Minha Altura

Num projeto muito querido ao Fusível Ativo, tenho o prazer de promover o lançamento do livro "Histórias do tamanho da minha altura". Os pormenores vão aqui por baixo. Quem quiser aparecer é bem-vindo.


Até sábado.




Lançamento do livro
“Histórias do tamanho da minha altura”

No dia 17 de dezembro, pelas 15.30h, na livraria Ler Devagar- Lx Factory, Lisboa- a actriz Rita Blanco vai dar voz às “Histórias do tamanho da minha altura”.

“Histórias do tamanho da minha altura” é um pequeno livro, para crianças a partir dos três anos, que conta histórias rimadas por Joana Caldeira e ilustradas por Sílvia Teixera e Maria Vidigal. Uma mistura de linguagens à altura do tamanho de qualquer criança.

Após a apresentação, segue-se um breve cocktail para visitar a exposição que será inaugurada nesse dia e onde vão estar expostas as ilustrações do livro que podem ser adquiridas pelos interessados. A exposição pode ser visitada até dia 28 de dezembro.
O livro pode ser adquirido a um preço especial no dia do lançamento.

Titulo “Histórias do tamanho da minha altura”
Texto Joana Caldeira
Ilustração Sílvia Teixeira e Maria Vidigal
Editora O cão que lê
Produção do evento e execução gráfica Fusível


Para mais informações: geral@fusivel.eu

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Insegurança Social

A minha conta foi penhorada pela segurança social. Tal como eu, tenho vários amigos a quem aconteceu o mesmo. Sem qualquer aviso prévio, com um aviso tardio do banco, descobrimos da pior forma que o acesso à nossa conta à ordem estava vedado. 

Vistas as coisas de um prisma frio e distante, a culpa é nossa de não termos pago a esta instituição. A verdade é que ela é o motivo da nossa insegurança mensal. Todos nós estamos a recibos verdes e temos volumes de trabalho que variam conforme o mês, não temos rendimentos mensais constantes. O que nos deixa na seguinte posição ao final do mês: Comer e estar alojado ou pagar a segurança social? Normalmente preferimos a primeira hipótese.

Não percebo bem até onde os governos querem ir quando nos sobrecarregam com impostos, taxas e outros que tanto cada vez mais impossíveis de pagar. A geração dos mil euros já deu lugar, há muito tempo, à geração dos “700 já é muita bom”. 

E como é que uma pessoa que, na melhor das hipóteses, tem este ordenado gere a sua vida? Ora, depois de levar o corte aproximado de 150 euros da segurança social, de pagar uma renda de 300 euros (isto se estiver a partilhar casa com outra(s) pessoa(s)), depois do passe social com metro e carris que ronda os 34 euros, depois de 150 euros de compras em alimentos e produtos para um mês (isto tudo gasto em marcas brancas e sem muita proteina, claro) sobram uns belos 66 euros. Se por acaso se tiver que ir ao dentista, ou ao hospital, se por acaso tivermos que comprar roupa, se por acaso tivermos outro acaso estamos tramados.

Eu tenho meses que ganho menos de 700 euros. Como é que sobrevivo? Por exemplo, não pago segurança social. Se me derem outra solução, não me importo de a pagar, mas tão cedo não vejo bem como dar a volta a este assunto.

Afinal o meu futuro não está à venda, já está penhorado.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Simão feito à mão

Este rapaz faz brinquedos com lixo. A ideia de reutilizar materiais não é nova, aliás, está bastante em voga. O que distingue cada artista é a forma como abordam e trabalham estes desperdícios e materiais invulgares (como por exemplo o Vik Muniz que pode ser visto no CCB). 



O Simão trabalha os seus brinquedos de uma forma que depressa nos transporta para um imaginário ou para uma história simples de imaginar. 

Aqui está o site dele e aqui está um pequeno filme feito pelo P3.




segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Dia feriado

Existem 14 feriados por ano. Desses catorze, 7 são religiosos. Num Estado laico faz mais sentido acabar primeiro com estes últimos do que extinguir os que fazem parte da história do país e da república. Para não ser demasiado dramático, podia-se deixar a Páscoa e o Natal, mas de resto, porque é que não os passam todos para domingo? Não é este o dia da celebração de Deus e quando ele descansa? Então é o dia perfeito para celebrar, num descanso mais animado. 

Em relação aos outros feriados, vou ter que admitir muito embora me custe muito, até concordei com a opinião do Duarte de Bragança: Porque não juntar o dia de Portugal com o Dia da restauração da independência? Isso, e passá-los todos para segundas ou sextas de forma a não quebrar a produtividade durante a semana. 
E assim fica exposta uma forma simples e facilmente compreensível da alteração dos feriados. Às vezes custa-me perceber como é que o governo tem tanta dificuldade em tomar determinadas decisões e ferir suscetibilidades de certos grupos que nem sequer pagam impostos. Mas enfim, pode ser que este post os ajude. 


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vendido futuro, a bom preço e a 10 anos

A aldeia global está a tomar conta do mundo. O ocidente, que sempre desejou esta grande abertura está a deparar-se com um problema: os níveis de vida pelos quais sempre lutou e quis manter estão a ser normalizados. Ou seja, a classe média desce gradualmente o seu poder de compra porque compete diretamente a nível mundial. Já não ganhamos tendo por padrão o nosso continente, mas sim tendo em conta uma economia mundial onde, por exemplo, a Índia e os EUA competem lado a lado.

As regalias a que os nossos quadros se habituaram, estão a começar a ser suprimidas e, a geração dos 25 aos 35 está a ver o seu futuro a ser hipotecado. O futuro laboral, o futuro familiar, o futuro de reforma estão a ser tirados sorrateiramente, num jogo de cintura sem escrúpulos.

Os bancos deram créditos lembrando a estes jovens que tinham a vida pela frente e uma carreira de futuro; as empresas prometeram que no próximo ano é que era, que iam receber bem, mas só para o próximo ano (e ainda dizem o mesmo); os descontos obrigatórios para uma suposta reforma não coincidem com a realidade de um país cuja pirâmide etária está a ficar cada vez mais invertida porque ter filhos deixou de ser uma prioridade, não há dinheiro.

Competimos com países que oferecem o mesmo, mas mais barato e com a mesma qualidade; onde o nível de vida é mais baixo mas o nível cultural não. Vamos ver ascender a China, a Índia, o Brasil e nó vamos ficar aqui, neste cantinho, a transformarmo-nos e a equilibrar as voltas da economia e das mentiras sociais. 




segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Gosto mas não gosto.

De uma forma geral, as pessoas são contra a publicidade. Acham que é enganadora, manipuladora e uma coisa supérflua. A verdade é que a publicidade é uma forma de comunicação legítima, até porque há leis que fazem com que tenha que ser verdadeira, muito embora todos desconfiem dela. Isto é uma tentativa de culpar terceiros do consumismo a que nos sujeitamos para ter a consciência tranquila. Mas a verdade é que, se eu não gostar de couve roxa, pode vir a melhor publicidade do mundo que eu não vou comprar nem querer comê-la. 

As pessoas esquecem que ela é uma ferramenta útil que nos ajuda a escolher coisas. Imaginem um supermercado sem marcas, onde os produtos estavam todos em embalagens iguais, onde a escolha seria uma coisa aleatória, um totoloto de produtos que, como consequência, não seriam diversificados. 

Imaginem-se a precisar de um canalizador e não ter forma de o contactar porque ele, por seu lado, não tinha forma de se fazer ouvir. 

Imaginem-se numa papelaria a comprar um jornal e não saber qual vos ia calhar porque as capas eram normalizadas. 

Todas estas pequenas coisas são abafadas por alguns radicalismos que não aceitam a publicidade como uma forma de comunicação que por vezes pode mudar o mundo de uma forma positiva. 



segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Futuro, essa palavra tão relativa.

Poupar, para uma pessoa normal, requer fazer coisas como comer menos vezes fora (ou mesmo deixar de o fazer), não comprar tantas coisas supérfluas, pensar melhor em como gerir os seus rendimentos, mas uma coisa é certa: irá continuar a gastar dinheiro nas suas deslocações e na sua saúde, seja de que forma for. 

Ora bem, transpondo isto para uma perspetiva maior, o Estado pode e deve cortar em algumas despesas, aliás, não fazer tantas refeições (quando? Quando somos nós a pagar a conta), não devia gastar dinheiro em coisas supérfluas (quais? Imensas), devia pensar em gerir os seus rendimentos (quais? Não sei, por isso mesmo deviam pensar neles) mas, acima de tudo, nunca deve cortar na saúde, nos transportes nem na educação. Estas 3 áreas são cruciais para termos um futuro e para fazer funcionar uma sociedade que, neste caso, está em crise já há demasiado tempo. 

Sem transportes as pessoas não podem ir trabalhar, vão preferir utilizar o transporte particular contribuindo para dificultar a circulação dentro das cidades e para poluir mais o meio ambiente. Durante a noite está a ser incentivada a condução por pessoas embriagadas e os espaços de circulação de peões são invadidos por carros mal estacionados.

Relativamente à saúde e à educação, são dois direitos que nunca devem ser postos em causa. Sem eles, existe uma classe privilegiada, a única que terá acesso a uma saúde e uma educação decente tornando estas duas áreas numa regalia. 

Não percebo qual é a estratégia a longo prazo deste governo, e de outros governos. Não percebo como é que podem estar a pensar numa forma de nos salvar quando o único futuro que vêm para um país são 4 anos de mandato.