segunda-feira, 4 de junho de 2012

O verão tão perto


Os astros assim o quiseram e a combinação cósmica aconteceu: Rock in Rio, santos populares e futebol. Este terá sido o melhor fim de semana para a maior parte da população portuguesa e o pior para esse peixe da família dos Clupeidas, a sardinha. 

Devemos ter voltado a impressionar e a derrotar os nossos amigos europeus com consumo de cerveja; a extensão do bailarico deve ter batido recordes já que começava na Bica e acabava no Parque da Bela Vista; mesmo que não se quisesse ver o jogo era inevitável, já que os ecrãs invadiram os cafés e esplanadas. 

O que me impressionou é que havia gente em todos os sítios. 65 mil no estádio da luz, mais uns belos milhares no Rock in Rio, nos bailaricos que percorrem Lisboa é mais difícil ter números oficiais.

E o resultado deste fim de semana foi o seguinte: Portugal teve uma prestação terrível, o Rock in Rio sacou mais uns milhões e foi-se embora de barriga cheia (o mote deles é solidariedade, mas só uma ínfima percentagem vai para quem mais precisa), o Santo António que tanto se celebra nem sequer é o verdadeiro padroeiro de Lisboa.

Este ano, até estranhei serem só crianças a pedir tostõezinhos.






segunda-feira, 21 de maio de 2012

Projetos em Portugal


Então vamos lá ver se a gente se entende:

Em 2005 o PS estava no governo e decide criar as novas oportunidades para gerar, tal como o nome indica, mais oportunidades a jovens e adultos de forma a obterem equivalência ao 12ºano de escolaridade. Até aqui, quase tudo bem (não sei se concordo muito com a idade mínima de 18 anos para poder concorrer a este programa, já que é esta a idade com que se acaba este período escolar. Acho um pouco injusto para com os alunos que se esforçaram ao longo dos anos. Discutível.). 

Vamos relembrar o panorama económico a partir desta data: Começa a crise económica.

As pessoas endividaram-se ao limite, o Estado endividou-se ao limite, as autarquias endividaram-se até ao limite e quem não se endividou ao limite, chegou ao limite porque os impostos aumentaram, os produtos do dia-a-dia aumentaram, o lazer aumentou (diminuiu na oferta, mas isso é outra história), enfim, ficámos todos numa situação muito fragilizada, ao ponto de termos que pedir ajuda internacional. 

Outra das grandes consequência foi a subida drástica do desemprego, que não se deve ao facto de haver menos qualificação nem menos competências, mas sim a uma consequência e urgência do mercado em poupar.

Posto isto, voltamos ao tema principal. Houve cerca de meio milhão de inscrições nas novas oportunidades, um número significativo de interessados. Após cinco anos do projeto, e após um investimento de 1800 milhões de euros (sim, 1800 milhões de euros) quer-se acabar com ele porque não traz resultados. 

Como foram medidos estes resultados? Em estatísticas que mediram o número de pessoas  empregadas após completarem o 12ºano, esse belo indicador onde cabe mais de 20% da população atual.

Segundo os critério do Governo, devíamos era acabar com o emprego porque os resultados que demonstram não têm sido nada positivos. 


Aqui fica uma ideia: Em vez de acabar com o projeto, porque não corrigi-lo tendo em conta os problemas que foram detetados e/ou adaptá-lo às novas necessidades do mercado para não deitar à rua o dinheiro investido?

Já agora, aqui vai mais outra ideia descabida, o Governo podia acabar com os empréstimos de mão cheia, esses é que tem provado resultados drásticos e nefastos a toda a população e isto inclui o governo, essa grande massa a que todas Vexas. pertencem mas não percebem que tem dividas porque têm sempre os bolsos cheios.


99% vs 1%

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Não nego o ego


Se há coisa que o homem tem que mais nenhum outro animal tem, para além do polegar oponível, para além de ser bípede é um ego que não nos cabe em lado nenhum.

A pretensão de sermos e querermos ser o animal mais inteligente do mundo e, quem sabe, do universo leva-nos a comportamentos extremos.

Achamos que a vida não pode existir noutros planetas se não for com as condições que nos são propícias a nós (passo a redundância); achamos que dominamos as outras espécies quando existem muito mais insetos do que humanos; achamos que somos os mais desenvolvidos mas somos o único animal que consegue ser ganancioso o suficiente para estragar o seu próprio habitat, o mesmo que é insubstituível, para poder ter poder para poder ser efémero.

E é neste ego que tentam caber todos os seres humanos, líderes mundiais, líderes empresariais, líderes políticos líderes caseiros. 

Se há coisa que o Homem deve aprender é que, normalmente, e por experiência comum, quem tem a mania normalmente não é grande espingarda.

Por que é que acham que o E.T. queria tanto ligar para casa?


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Portugal e o culturismo


A cultura em Portugal está gradualmente a desaparecer. Um bocado à imagem de quando cortávamos o nosso próprio cabelo, ou o cabelo de um boneco, em criança: corta-se um pouco ali, outro bocadinho ali para acertar e, quando se dá por isso, estamos com um penteado mais que foleiro e sem cabelo para ajeitar. 

Sem ministério da cultura, a dita fica sem forma de dar nas vistas. Isto não quer dizer que, quando havia esse tal ministério, ela fosse o centro das atenções, muito pelo contrário. É por isso que faz falta o governo dedicar-se a ela. 

Sem um investimento na nossa cultura, passamos a ser um povo que executa, um povo que não sabe ser criativo e sem identidade. Esta é uma das características fundamentais a qualquer área de trabalho. Sem uma lufada de ar fresco, tornamo-nos vazios e autómatos. Estamos a ficar sem cinema, estamos a ficar sem exposições, estamos a ficar sem música, estamos a ficar sem teatro, entre outros. E isto porque se corta o tal bocadinho ali, outro acolá. 

Toda esta atitude política (nossa e deles) faz-me lembrar um poema da altura do nazismo na Alemanha: 


Quando os nazistas levaram os comunistas,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era comunista.

Quando eles prenderam os sociais-democratas,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era social-democrata.

Quando eles levaram os sindicalistas,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era sindicalista.

Quando levaram os judeus,

eu não protestei,

porque, afinal,

eu não era judeu.

Quando eles me levaram,

não havia mais quem protestasse

 Poema atribuído a Martin Niemöller



segunda-feira, 23 de abril de 2012

O que é meu é nosso


Propriedade parece um conceito simples mas está constantemente a ser transformado. Se, por um lado, a propriedade das terras já foi de inteiro pertence de reis e nobreza, hoje qualquer pessoa pode adquirir um pouco de terra (se tiver dinheiro para isso).

Com o passar dos séculos, esta mudança também se tem verificado ao nível de alguns países da União Europeia. A propriedade deixou de ser uma coisa imutável. Talvez porque o espaço na cidade escasseia, também se aproximou o artigo ao substantivo, tornando a propriedade em apropriação.

Em certos países esta é uma forma reconhecida de pessoas arranjarem casa ou espaços para divulgarem as suas ideologias, sejam elas culturais, políticas ou comerciais. 

Muito embora pareça anárquico, as regras são simples: Para que um espaço desabitado/inutilizado se torne nosso, temos que permanecer lá por mais de um período de tempo definido por lei, temos que pagar as contas e, mais importante, não podemos interferir de forma negativa na vida de terceiros como consequência dessa apropriação.

A vantagem é ter um espaço urbano menos degradado e feito para e pelos cidadãos. 

O Estado é o que melhor exemplifica a importância desta atitude quando, em obras de interesse nacional, se apropria (ou desapropria terceiros, aqui a linha que define os dois conceitos é muito ténue) de terrenos.

Não devemos nós, cidadãos portugueses, ter os mesmo direitos que essa entidade tão grande que é o Estado?



segunda-feira, 16 de abril de 2012

Os haréns de Portugal

O Procurador-Geral da república quer investigar a fundo o futebol dizendo que, e citando o próprio, "O universo do futebol, virgem intocável durante anos e anos, deve ser investigado como qualquer outro". 

A meu ver é um ótimo começo para também começar a investigar a fundo outra grande virgem: a classe política. É que se o futebol é intocável, pergunto-me o que poderemos chamar às instituições políticas em Portugal? 


Os políticos e os dirigentes desportivos são a classe mais parecida, logo, devem ser tratados de forma semelhante. Se a virgem vai ser violada, façam sexo também com a outra. Até porque são estes últimos que nos andam a tirar a virgindade, dia após dia, ano após ano. 


Se o senhor PGR está preocupado, garanto-lhe que pode começar por estes dois grupos para descobrir muitas carecas e nem precisa de ir muito fundo. Basta ler os jornais diariamente. 


Vá em frente, senhor PGR, tem os nossos aplausos, mas leve todos pelo caminho, não se acanhe, ou tem razões para tal? 






segunda-feira, 9 de abril de 2012

Perguntas que vou acumulando ao longo destes tempos

 A que propósito vem a extensão do período de congelamento dos subsídios de férias e de natal? 

Como é que há tanta dificuldade em pagar portagens no norte e sul do país com as super mega novas fantásticas tecnologias? 


Como é que numa área demasiado larga em volta da assembleia da república só existem 5 lugares com parquímetro e são zona amarela? 


Como é que se está a pensar sobreviver daqui a uns anos se o Estado vende o que dá lucro e fica com o que não dá? 


Como é que a economia pode ser desenvolvida se estamos a apostar nas receitas em vez de cortar nas despesas? 


Porque é que a Maternidade Alfredo da Costa vai fechar? 
O que é que quer mesmo dizer “Estado laico”? 


O tipo que representa o nosso país, já que estamos em crise e austeridade, não devia ter um papel mais ativo para ultrapassarmos este momento? Até porque, sei lá, ele é ECONOMISTA. 


Porque é que as pessoas não apanham os cocós dos cães dos passeios? 



quarta-feira, 4 de abril de 2012

É a vida...

Há semana que, por mais esforço, é impossível escrever. As tristezas atingem tamanhos que não controlamos nem sabemos contornar.


Fica a homenagem digital. Conservemos-lhe a memória.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Divide et impera

Quanto mais uma nação estiver dividida, mais forte fica o poder de quem estiver a implementar uma estratégia.  A quebra de estruturas faz com que a força dissipe evitando a força comum. Esta estratégia, que combina as forças políticas, militares e económicas, tem sido usada por toda a história, principalmente no que diz respeito aos grandes impérios. 

Os grupos pequenos, têm uma força menor se agirem separados. Vamos dar um exemplo hipotético: Se houvesse mais do que um sindicato de professores, seria fácil para um governo negociar com o que mais lhe convinha e deixar os outros de fora porque, na realidade, teria ouvido o sindicato.
Outro exemplo hipotético: Imagine-se que havia um país que tinha muitas manifestações feitas por várias entidades diferentes levando à banalização deste meio reivindicativo. Se conseguirmos imaginar este cenário percebemos, rapidamente, que esta expressão social poderia deixar de ter força.

Continuando com o exemplo anterior meramente especulativo: se no dia de uma grande manifestação - vamos-lhe dar o nome fictício de Greve Total – a força de protesto estivesse dividida em dois grupos diferentes, isso ia tiraria o impacto dessa “Greve Total”, já que fasear uma manifestação tira-lhe força e alivia as forças políticas.

O que vale é que isto são tudo uns grandes ses e as estratégias mais eficazes da história já ficaram para trás no tempo.


quarta-feira, 21 de março de 2012

O mistério do comboio verde

Continuando com os comboios, tenho feito algumas viagens no intercidades e nunca há serviço de bar. Avisam sempre que é temporário e tratar do assunto com a maior brevidade possível. As viagens sucedem-se e o serviço de bar continua temporariamente indisponível.

Mas afinal o que se passa no intercidades que nos deixa à sede 3 horas a fio?

O que me constou foi que o contrato de concessão terminou e não foi renovado. Será que o aluguer está assim tão alto? Será que não querem fazer mais dinheiro? Será que isto é verdade? Será que é mentira?
Será que eles comem o stock todo?


segunda-feira, 19 de março de 2012

Transparente como água


O plano Nacional de Barragens gerou uma febre por construir este tipo de empreendimentos energéticos por todo o país, sem divulgar quais são as vantagens destas construções, qual é o retorno que têm e o que é que ficamos a ganhar. 

A verdade sobre este assunto é que as novas barragens produzem 0% de energia líquida, já que consomem a totalidade do que produzem para bombear água. 

Numa visão sempre a pensar nos interesses nacionais, o Estado comprometeu-se a pagar 49 milhões de euros por ano a estas centrais, haja, ou não, produção de energia. Estes 49 milhões representam 20% do dinheiro emprestado pela Troika. 

Se pegarmos nestes dados e pensarmos na linha do rio Tua, vemos como os sucessivos governos de Portugal nunca pensam a longo prazo. A falta de visão faz com que não haja um investimento com retorno garantido no nosso país. 

Neste caso especifico, esta linha centenária podia criar 11 vezes mais emprego, por milhão investido em comparação com a barragem, se fosse mantida aberta e modernizada. Como seria isso possível? Simples: 

- Esta linha pode ser ligada a Puebla de Sanabra, Espanha, onde vai passar a linha de alta velocidade espanhola fazendo com que se chegue a Madrid numa hora e meia; 

- Bragança, através do aeródromo e de uma ligação férrea decente, facilmente entrava no circuito das lowcost, o que favorecia muito a nossa economia; 

- Se a linha não for submersa, pode ser uma enorme atração de turismo férreo, muito à imagem do que já é feito, por exemplo, em Espanha. A ligação com o Douro seria um desses motivos, entre outros; 

- Até agora já foram perdidos cerca de 2 milhões de euros com o encerramento desta linha, quer a nível de comércio local, quer a nível de receitas de bilheteira. 

Outro ponto importante que devemos lembrar é que esta é uma região do país esquecida e abandonada. Sempre tivemos dificuldade em arranjar formas de tornar o interior mais dinâmico e sustentável. Esta seria uma forma disso acontecer. 

Já não bastava os bancos estarem sempre a ganhar, também vamos ajudar os carteis da energia.



NOTA - Aqui neste programa da Biosfera está tudo explicado com mais pormenor. Vejam porque vale a pena.



quinta-feira, 15 de março de 2012

Histórias do Tamanho da Minha Altura

Depois de ter sido lançado em Lisboa na Ler devagar, onde se destacou por ser o livro infantil mais vendido de 2011, Histórias do tamanho da minha altura vai ser lançado no Porto.


Tudo se vai passar na Fnac do Norteshopping às 16h. Quem quiser aparecer será recebido com a leitura do livro e pelas 3 autoras. 



terça-feira, 13 de março de 2012

WHO are you

Caras vítimas da WHO,

No Fusível Ativo, temos sempre a preocupação de dar a conhecer situações como a vossa, mas não pudemos fazer mais do que as divulgar. Felizmente, nunca fomos lesados por essa empresa, muito embora tenhamos sofrido uma ameaça da pessoa que está à frente da WHO depois de termos escrito este post aqui.

Temos recebido alguns mails de apoio ao tal post, temos recebido outros de pessoas que se querem revoltar. As únicas coisas em que podemos ajudar são:

- Mandem-nos o vosso caso que nós divulgamos o mais possível, de forma anónima. Quantos mais casos nos mandarem, mais fácil será dar a conhecer o que se passa;

- Com a autorização de quem estiver interessado, pormos-vos em contacto uns com os outros para que juntos possam unir forças contra esta situação inacreditável.

Conhecemos vários casos, de há já vários anos, em que as pessoas se vão iludindo com a possibilidade de reaver o dinheiro e vão ficando caladas. Na nossa opinião, este silêncio é egoísta já que tem permitido que se propaguem mais e mais casos de dívida.

Deem voz e cara à vossa luta, avancem. 


segunda-feira, 12 de março de 2012

Geração à quê?

Parece que faz um ano que houve uma grande manifestação, parece que andava tudo por ai a rebelar-se. parece que, há um ano, estava uma tarde agradável, que havia desespero, que havia desculpas, que havia espírito de luta. há um ano, estávamos descontentes, estávamos a marcar a diferença, estávamos a dar o nosso corpo ao manifesto.

Há 12 meses, falou-se, ouviu-se, viu-se, gritou-se, esperneou-se, exigiu-se, cantou-se, saltou-se, abraçou-se, arrepiou-se.

Depois prometemos a nós próprios, comprometemo-nos com outros que ia ser diferente, que nós é que éramos os verdadeiros, não íamos ser como eles, porque somos diferentes.

E agora cá estamos todos à espera, sentados, de braços cruzados e com o rabinho tremido de sair da zona de conforto, mesmo que essa zona não seja muito confortável.


segunda-feira, 5 de março de 2012

Notícias

Foi exatamente naquela casa que a vítima entrou antes de sair. Subiu estes degraus, abriu a porta. Dizem que gostava muito de café, já que todos os dias bebia uma bica no café ao lado desta porta. A dona do café diz que esta era uma pessoa pacata, boa pessoa, respeitadora e não previa o que aconteceu. 

Nessa fatídica manhã, a vítima acordou por volta das 8, é o que diz a dona do café já que exatamente às nove e quarenta e oito já se encontrava no estabelecimento com ar de quem tinha tomado banho. Ela tomava banho todos os dias, pelo que diz o nariz da dona do café. Era só mais um dia, normal a outros dias.

Foi atrás desta porta que estamos a ver que tudo aconteceu. Era uma segunda-feira de manhã e a vítima preparava-se para sair do tal banho a que se habituara todos os dias na sua rotina, um banho que já era tão natural que era impossível prever o perigo que podia conter.

Devido à água acumulada no chão, a vítima pôs o pé em falso, talvez por não ter o tapete indicado, como já tinha apontado um amigo da vítima outras vezes, e que nos deu a descrição da casa de banho em primeira mão. Este amigo, que prefere ficar anónimo, já tinha alertado várias vezes para esta situação, mas a vítima teimava em não fazer nada em relação ao assunto.

As consequências foram trágicas, a vítima escorregou e partiu um braço em menos de um segundo. Um final drástico e inesperado, para quem pensava que sair do banho de forma rotineira nunca se poderia transformar num acidente.

Cristina Guerreiro e Miguel Barbosa, Toucadinha, TBI.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Treinadores de bancada

Se há  coisa que descredibiliza e me desaponta muito, são pessoas que exigem mudança mas não mudam; que pedem um esforço, mas não se esforçam; que dizem para irmos em frente mas não nos dão a mão. Essas pessoas ficam presas a uma zona de conforto, logo, são as últimas a mudar, porque mudar implica uma escolha. 

Depois é vê-los a fazer coisas menos inteligentes como mudar de sentido a meio da Av. João XXI (que é como quem diz, fugir com o rabo à seringa), é vê-los mandar bitaites sobre a economia e a crise, assumirem que não são ricos, quando têm um património invejável; é vê-los pedir sacrifícios durante as férias, quando eles próprios tiram férias, entre outros exemplos menos bons.

Estas pessoas, que querem tanto mas não se mexem, não percebem que mudar é um compromisso de partes em que, mesmo que uma tenha que mudar, a outra tem que lhe dar a mão, tem que estar lá nos bons e maus momentos mostrando apoio e compreensão (literalmente, não é só blá blá blá).

Se o país precisa de mudança, então temos todos que mudar em conjunto para que o bem comum seja respeitado e seja conquistado numa relação que vai bem para lá do "até que a morte nos separe".


Autoria de Banksy; tirada daqui

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Estar vivo é o contrário de estar morto

Quando alguém morre, passa de besta a bestial, ou de normal a magnífico. Morta é que uma pessoa dá nas vistas e mata os seus defeitos. O que era feito da Whitney Houston? Quem, dos seus grandes amigos que ficaram tão tristes, a elogiou e quis gravar com ela enquanto viva?

Quem era o Angélico não sei quê? Porque é que só ouvimos falar dos seus brilhantes e multifacetados talentos depois de morrer?

Como é que o João Amaral, que fez tanta frente ao PCP, foi convidado a sair teve o partido em peso no seu funeral a dar-lhe elogios atrás de elogios, que até metia nojo?
Maria José Pinto Nogueira, essa grande mulher da direita, que toda a esquerda odiava e mas que teceu os mais nobres reconhecimentos.

Mas o que é que a morte trás aos mortos que, de repente todos acham que a pessoa defunta era fantástica? Será um estigma social de hipocrisia? O medo de sermos o próximo e querermos ganhar  um lugar no céu?

Para mim morto ou vivo, cada pessoa vive daquilo que é, sem ser enaltecido com a ausência de vida. Os que cá ficam, sabem o que guardam da pessoa e a pessoa em causa, já leva com ela todas as criticas tecidas em vida, não dá para voltar atrás.

Vamos mas é louvar a vida e os vivos que esses é que precisam de elogios e incentivos.  Caso contrário, arriscamo-nos a que a taxa de suicídio aumente, numa procura de reconhecimento já que a crise anda a deitar a baixo muitos egos.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Manifesto


Parabéns Fusível Ativo!

Chegámos ao primeiro ano blogador. As nossas melhores expectativas foram atingidas com 12.000  visualizações de páginas (mais coisa menos coisa). Queremos, por isso, agradecer a todos os que passam por aqui.

Como é dia de festa e cantam as nossas almas, o blog redistribuiu os posts aleatoriamente, numa celebração estonteante! Se acharem que temos posts novos, não temos, foi mesmo uma falha técnica.

Nós decidimos celebrar de uma forma mais convencional com os seguintes presentes:

- A partir de agora, para além dos posts regulares, vamos ter cartazes quinzenais a ilustrar alguns dos posts já feitos, num regresso ao passado;


- Vamos deixar de ter os classificados, porque não teve o sucesso que esperávamos, mas continuaremos a anunciar qualquer evento relevante na página principal;


Esperemos que gostem das novas mudanças e que continuem a visitar o Fusível Ativo.





segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Coisas engraçadas da vida

Dentro deste tema podia falar de episódios do quotidiano e de coincidências interessantes. E é isso mesmo que vou fazer: 

Não foi assim há tanto tempo que o governo tomou posse e deixou bem claro que não queria fazer o TGV (muito embora até tenha sido um governo com a mesma cor a lançar a ideia, mas isso é outra história que envolve a incoerência dos nossos político). Ironia do destino, afinal até acham boa ideia e estão a dar início ao processo. Por acaso, e só mesmo por acaso, as carruagens são de uma marca alemã e os carris de uma marca francesa. 

O Governo anunciou rapidamente os cortes que ia fazer de forma a mostrar trabalho e empenho. A verdade é que, só anunciar medidas não faz automaticamente que elas aconteçam. Por exemplo, houve um grande alarido quando se decidiu acabar com a Parque Expo mas a verdade é que o concelho de administração ainda não foi nomeado, entretanto não entram projetos novos porque ninguém sabe se esta empresa sobreviverá ou não e, todos os trabalhadores andam de mãos nos bolsos porque não têm nada para fazer. Ou seja, se tinham que tomar esta medida, se calhar deviam ter esperado uma altura mais oportuna onde conseguissem agilizar facilmente o processo em vez de deixarem não sei quantas pessoas num stress crónico e sem nada para fazer. 

Eleições na Madeira. Consta que ganhou o partido que todos estavam à espera que ganhasse. Até aí tudo bem. Mas é engraçado como o Governo que, só por acaso é da mesma cor do que ganhou naquela ilha, ainda não se ter pronunciado sobre a divida que esta ilha tem, nem ter tomado a iniciativa de começar a averiguar o que aconteceu. A atitude que acharam mais correta foi manter o silêncio. Vamos ver até quando mas, cá para mim, parece que desde ontem (dia das eleições) está para vir a qualquer momento uma qualquer opinião, estejam atentos ao twiter e facebook dos nossos representantes.
Mas a vida é mesmo assim, feita de coincidências todas iguais, mas há umas que são mais iguais que outras. 


Maratona invisivel

Todos sentimos a corrida das bolsas, mas não temos acesso à primeira bancada, nem percebemos bem as regras (falo por mim), nem percebemos bem onde é que se passa. Só conseguimos ver os resultados através de outros resultados de outros mercados, de outros países com outras moedas.

Faz-me alguma espécie que uma coisa tão confusa seja a que rege a economia de que todos dependemos.

Será de propósito?

Tirem o dinheiro dos bancos!

Muito embora os nossos votos sejam de um 2012 cheio de coragem de força de vontade e associativismo, queremos relembrar que ainda nos encontramos numa situação económica frágil.

Eric Cantona fez um apelo, há já algum tempo, de um protesto que não foi levado a cabo mas que é uma excelente forma de reivindicar, sem violência, sem motins, sem polícia, sem confrontos de maior. É uma forma pacífica de provar que o poder está no povo, que se todos os “pobres” levantarem o seu dinheiro, os 1% não conseguem sustentar esta imaterialidade monetária, números que vemos mas nunca sentimos, dinheiro que não existe efetivamente. Eles movimentam-no como lhes convém. Fazem dinheiro com o nosso dinheiro, e ainda nos cobrarem impostos e taxas.

Nesse sentido fazemos um apelo: Pedimos a todos que, entre o dia 13 e 14 de fevereiro, levantem todo o dinheiro das vossas contas. Nos dias seguintes voltamos a depositar, mas o objetivo é que os bancos sintam o que é estar sem dinheiro, o que é estar preso a um bem que pensam ser deles, mas que é nosso.

Vamos mostrar-lhes o amor que temos por um espírito solidário, que todos estamos metidos nesta crise, que não nos podem manipular, chantagear e, mais importante, que o povo é quem mais ordena.

Entre dia 13 e 14 de Fevereiro, levantem todo o dinheiro das vossas contas.

Saga Seguranças Social, episódio... já perdi a conta.

A Segurança Social, ironicamente a SS, continua-me a dar problemas. Não consigo esclarecer dúvidas após ter visto o meu dinheiro a ser penhorado. Além disso, a quantia que me tiraram foi mais elevada que a minha dívida. 

O problema, agora, é que a SS culpa o banco do qual sou cliente e o meu banco, surpresa das surpresas, culpa-a a ela. 

E realizo o problema de Portugal, um país onde os bancos e o Estado andam de braço dado. Eu sei que já era óbvio devido ao destino do dinheiro que nos chega, ou melhor, que não nos chega, ou melhor, que chega a Portugal mas não aos portugueses, ou melhor,  chega a alguns portugueses. 

Chego a um estado de frustração que já só dá vontade de rir para não chorar. Conto as minhas aventuras num tom jocoso quando, no fundo, sinto uma enorme repugnância e deceção. 

A única solução é mudar de banco já que não posso mudar de Estado.




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Galinha de casa, mais come do que vale

Queremos agradecer aos senhores deputados europeus que, de estarem tão longe, se esquecem dos meros mortais. 

Agradecemos pelos juros imensos que nos cobram, pelos cortes intransigentes que nos impõem. 

Agradecemos aos nossos representantes por se esquecerem de nós quando recebem bons ordenados e regalias, que provavelmente já dizem “Jan Michele, tu et ici tu es à mange"; que nos esquecem porque já estamos longe, que escolheram ser de outra classe. 

E é a pensar nisto tudo que queria acabar com um grande agradecimento a todos os senhores deputados que estão aí, nesse sítio distante, longe do comum dos mortais: Um grande obrigado por terem pensado no quão importante é aprovar uma nova regra comunitária a ser adotada até julho, para que as galinhas poedeiras tenham as devidas condições. Isto implica que cerca de 80% das produtoras em Portugal correm o risco de fechar já que este setor vai precisar de 75 milhões de euros para cumprir esta nova regra. 

Queria, por isso, deixar um grande agradecimento por parte de todos os portugueses, principalmente pela nossa economia e por toda a economia europeia que estava mesmo a precisar que estes assuntos fossem debatidos nesta altura do campeonato. 


Um grande bem-haja, que comam e durmam bem por aí às nossas custas e, quando voltarem em primeira classe, lembrem-se que a comida de avião é uma iguaria que poucos podem provar, mas todos as pagam a Vexas.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não fomos nós!

"16 quilos de cocaína despachados para o quartel-general da ONU"
in Público

Na minha humilde opinião, este foi o trabalho de traficantes de droga que estavam a tentar enviar esta droga para os EUA e cujo plano acabou por correr mal - diz o senhor Gregory Starr enquanto esfrega o nariz.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Troika disfarçada de lei

Há já algum tempo que o governo tem falado de taxar discos externos e qualquer "aparelho" que sirva para transportar informação digital (lei n.º 62/98). Ou seja, telemóveis, pens, discos externos, e uma cambada de outras coisas que são indispensáveis para o nosso dia-a-dia de trabalho.

O governo alega que esta será uma forma de pagar os direitos de autor. “O quê?” perguntará muita gente, é verdade: Em Portugal somos criminosos até que provemos o contrario e, por isso, somos considerados piratas (faz sentido já que andamos um pouco à deriva).

Esta lei, alegadamente, está sustentada no facto de que este tipo de dispositivos são usados para transportar informação ilegal e, como tal, os seus utilizadores devem pagar os direitos de autor sobre o eventual uso de criações de terceiros que, parte-se do princípio, que estamos a usar ilegalmente.

Com esta nova lei, cada GB é taxado a dois cêntimos. Isto implica aumentos brutais nos preços de mercado deste tipo de dispositivos. Uma drive com 2 TB (que serão taxados com um preço superior por giga) pode vir a custar mais 50 euros, os telemóveis podem aumentar em 30 euros e por aí fora.

Isto demonstra os velhos do Restelo que temos a governar-nos, pessoas que não percebem as novas tecnologias nem as novas ferramentas que o país precisa para PRODUZIR. Com esta medida, quem vai ficar a ganhar é o mercado paralelo, esse que antagonicamente eles estão a tentar combater com esta nova lei.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não percebo

Devo ser uma pessoa muito burra. Nunca tive muito boas notas a matemática, deve ser por isso que não compreendo as contas da Segurança Social. Então depois da conta penhorada, tive que pagar a primeira prestação, a qual chegámos a acordo.

Como a conta estava PENHORADA não tinha dinheiro para fazer este primeiro pagamento. Vá lá, consegui pedir dinheiro emprestado, com a promessa de o devolver assim que me resolvessem a situação. Hoje a situação foi resolvida, tive acesso à minha conta mas o dinheiro penhorado desapareceu. Não me avisaram que isto ia acontecer, até porque, se fui negociar uma forma de pagamento mais suave é porque não tenho dinheiro para ficar sem dinheiro.

Este mês tenho que pagar uma nova prestação. Vou ter que ir lá e explicar que, ao tirarem o dinheiro da conta, imagine-se, fico sem dinheiro para lhes poder pagar. Magia! 

Não percebo esta situação em que ninguém fica a ganhar: vou empatar os serviços, eles voltam a não receber dinheiro e voltamos à estaca zero.

E eu que andava contente a achar que já tinha esta situação resolvida, meti-me noutro buraco.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Desenrasca: a profissão com maior percentagem de portugueses

Porque estamos em crise tenho uma amiga da minha sobrinha que conhece um tipo que faz uns bonecos porreiros, não precisamos de um arquiteto;

Porque sou muita esperto, tenho um amigo que conhece um tipo que tem um filho que gostava muito de brincar com playmobis, por isso não precisamos de um engenheiro;

Porque a minha filha é muito inteligente porque é minha filha, ela faz o site da nossa empresa porque desde pequena que ela é especial, não precisamos de um designer;

Porque o meu vizinho de cima esteve no Técnico em matemática, eu peço-lhe para programar o que for preciso e não precisamos de pagar a esses gajos que não percebem nada, como é que se chamam?... Programadores, é isso;

E depois disto tudo, o mercado começa a ficar parasitado por pessoas que cobram preços irrisórios por trabalhos que ficam mal feitos, levando os profissionais das áreas a baixar os seus preços. 

Depois queixam-se que não funciona ou, pior, nem sequer têm essa perceção porque o trabalho não foi explicado como era suposto. E assim se criam os jeitosos que safam aqui e ali e que ajudam bastante a dar cabo do mercado de trabalho.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

16 e 17 de janeiro não há dinheiro!

Muito embora os nossos votos sejam de um 2012 cheio de coragem de força de vontade e associativismo, queremos relembrar que ainda nos encontramos numa situação económica frágil.

Eric Cantona fez um apelo, há já algum tempo, de um protesto que não foi levado a cabo mas que é uma excelente forma de reivindicar, sem violência, sem motins, sem polícia, sem confrontos de maior. É uma forma pacífica de provar que o poder está no povo, que se todos os “pobres” levantarem o seu dinheiro, os 1% não conseguem sustentar esta imaterialidade monetária, números que vemos mas nunca sentimos, dinheiro que não existe efetivamente. Eles movimentam-no como lhes convém. Fazem dinheiro com o nosso dinheiro, e ainda nos cobraram impostos e taxas.

Nesse sentido fazemos um apelo: Pedimos a todos que, entre o dia 16 e 17 de janeiro, levantem todo o dinheiro das vossas contas. Nos dias seguintes voltamos a depositar, mas o objetivo é que os bancos sintam o que é estar sem dinheiro, o que é estar preso a um bem que pensam ser deles, mas que é nosso.

Vamos mostrar-lhes o amor que temos por um espírito solidário, que todos estamos metidos nesta crise, que não nos podem manipular, chantagear e, mais importante, que o povo é quem mais ordena. Divulga esta revolução.





segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ho ho ho vs. Ha ha ha

Quem olhar para Portugal de fora, pensa que isto é tudo um grande filme de comédia. Num país endividado investe-se na venda de bens únicos e na pouca aposta num futuro a longo prazo; num desenvolvimento da economia para que, mais tarde, possa ser sustentada. Além de se fazer tudo isto, os principais representares do Estado em vez de nos animarem e darem alento, dizem para termos o melhor natal dentro do possível e aconselham toda a gente a imigrar. Que tipo de segurança me dá esta loucura? Devo rir? Devo chorar? Devo ignorar e continuar a minha vida? 

Já me desejaram um bom 2013, porque desejar tal coisa para 2012 não vale a pena. Este povo derrotista só o é porque, realmente, somos puxados para baixo até por quem nos governa, sempre a 5 anos, sem pensar num futuro que falsamente prometem em cada mandato. 

Será que, por outro lado estes dois senhores foram sinceros e devemos louvar tal atitude? Bem, nesse caso são os capitães que estão a ser os primeiros a abandonar o navio, que se desresponsabilizaram de tomar medidas e afirmam publicamente que já não à nada a fazer. 

Com isto tudo, o Fusível Ativo deseja um ótimo 2012 já que acreditamos que juntos podemos tornar este país num sítio melhor.