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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Saga Seguranças Social, episódio... já perdi a conta.

A Segurança Social, ironicamente a SS, continua-me a dar problemas. Não consigo esclarecer dúvidas após ter visto o meu dinheiro a ser penhorado. Além disso, a quantia que me tiraram foi mais elevada que a minha dívida. 

O problema, agora, é que a SS culpa o banco do qual sou cliente e o meu banco, surpresa das surpresas, culpa-a a ela. 

E realizo o problema de Portugal, um país onde os bancos e o Estado andam de braço dado. Eu sei que já era óbvio devido ao destino do dinheiro que nos chega, ou melhor, que não nos chega, ou melhor, que chega a Portugal mas não aos portugueses, ou melhor,  chega a alguns portugueses. 

Chego a um estado de frustração que já só dá vontade de rir para não chorar. Conto as minhas aventuras num tom jocoso quando, no fundo, sinto uma enorme repugnância e deceção. 

A única solução é mudar de banco já que não posso mudar de Estado.




sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não percebo

Devo ser uma pessoa muito burra. Nunca tive muito boas notas a matemática, deve ser por isso que não compreendo as contas da Segurança Social. Então depois da conta penhorada, tive que pagar a primeira prestação, a qual chegámos a acordo.

Como a conta estava PENHORADA não tinha dinheiro para fazer este primeiro pagamento. Vá lá, consegui pedir dinheiro emprestado, com a promessa de o devolver assim que me resolvessem a situação. Hoje a situação foi resolvida, tive acesso à minha conta mas o dinheiro penhorado desapareceu. Não me avisaram que isto ia acontecer, até porque, se fui negociar uma forma de pagamento mais suave é porque não tenho dinheiro para ficar sem dinheiro.

Este mês tenho que pagar uma nova prestação. Vou ter que ir lá e explicar que, ao tirarem o dinheiro da conta, imagine-se, fico sem dinheiro para lhes poder pagar. Magia! 

Não percebo esta situação em que ninguém fica a ganhar: vou empatar os serviços, eles voltam a não receber dinheiro e voltamos à estaca zero.

E eu que andava contente a achar que já tinha esta situação resolvida, meti-me noutro buraco.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Insegurança Social

A minha conta foi penhorada pela segurança social. Tal como eu, tenho vários amigos a quem aconteceu o mesmo. Sem qualquer aviso prévio, com um aviso tardio do banco, descobrimos da pior forma que o acesso à nossa conta à ordem estava vedado. 

Vistas as coisas de um prisma frio e distante, a culpa é nossa de não termos pago a esta instituição. A verdade é que ela é o motivo da nossa insegurança mensal. Todos nós estamos a recibos verdes e temos volumes de trabalho que variam conforme o mês, não temos rendimentos mensais constantes. O que nos deixa na seguinte posição ao final do mês: Comer e estar alojado ou pagar a segurança social? Normalmente preferimos a primeira hipótese.

Não percebo bem até onde os governos querem ir quando nos sobrecarregam com impostos, taxas e outros que tanto cada vez mais impossíveis de pagar. A geração dos mil euros já deu lugar, há muito tempo, à geração dos “700 já é muita bom”. 

E como é que uma pessoa que, na melhor das hipóteses, tem este ordenado gere a sua vida? Ora, depois de levar o corte aproximado de 150 euros da segurança social, de pagar uma renda de 300 euros (isto se estiver a partilhar casa com outra(s) pessoa(s)), depois do passe social com metro e carris que ronda os 34 euros, depois de 150 euros de compras em alimentos e produtos para um mês (isto tudo gasto em marcas brancas e sem muita proteina, claro) sobram uns belos 66 euros. Se por acaso se tiver que ir ao dentista, ou ao hospital, se por acaso tivermos que comprar roupa, se por acaso tivermos outro acaso estamos tramados.

Eu tenho meses que ganho menos de 700 euros. Como é que sobrevivo? Por exemplo, não pago segurança social. Se me derem outra solução, não me importo de a pagar, mas tão cedo não vejo bem como dar a volta a este assunto.

Afinal o meu futuro não está à venda, já está penhorado.