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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

As nossas armas

Este sábado percebi uma coisa: ser polícia é tramado. Acredito que, muitos dos polícias que ali estavam, se queriam juntar a todos, gritar as palavras de ordem que se propagavam pelas bocas de quem os rodeava e deviam ter os seus próprios cartazes escritos mentalmente sem os puder colar nas grades da assembleia. 

Eles, que têm várias manifestações marcadas, tiveram que estar calados, tiveram que impor respeito para manter a ordem, provavelmente uma desordem na cabeça deles. 

Mesmo assim, ainda tiveram que aturar com alguns insultos descabidos que saiam da boca dos mais fracos, dos que fazem uma luta fácil e sem respeito, felizmente uma minoria. Foram recompensados com um aplauso geral pedido por um dos oradores da assembleia popular. 

É importante respeitarmos todos os cidadãos, porque estamos todos a passar pelo mesmo. Se olharmos bem para as condições de trabalho das autoridades e as razões pelas quais querem também reivindicar, percebemos claramente que eles também fazem parte dos 99%. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Who is the firestarter?

Uma revolução social acontece quando um grande número de pessoas se une e se insurge contra algo para fazer passar uma mensagem coletiva. A forma de o fazer nem sempre é a correta, mas não quer dizer que não haja um grave problema, ou que não haja algo para dizer. Sim, este post vai ser sobre as manifestações no Reino Unido.

Devido à forma criminosa que os protestantes adotaram, fala-se em motim em vez de revolução social. As desculpas para trocar o nome às coisas acontecem devido a várias razões, como por exemplo, não querer admitir este problema ou não querer perceber que o povo tem poder. A verdade é que os jovens ingleses estão descontentes e não vale a pena disfarçar.

Não sei se por coincidência, o governo britânico fez cortes orçamentais nos serviços sociais. Como consequência, vários serviços dedicados aos jovens deixaram de existir. Em bairros onde os problemas de pobreza e segregação são evidentes, o stress tem que sair por algum lado (senhores do governo português, leiam
este parágrafo duas vezes ou mais).

E não me venham cá com coisas que se eles tivessem fome roubavam supermercados em vez de máquinas fotográficas. O Robin dos bosques, quando tirava aos ricos para dar aos pobres, não lhes roubava batatinhas (também não as havia na altura) porque batatinhas não pagam impostos, nem rendas. Todos sabemos que, no mundo ocidental um ecrã plasma vale bem mais que um punhado de arroz.

Atenção que o descontentamento e a revolta não justificam o crime e devem ser julgadas as pessoas que quebraram a lei. Mas esta foi definitivamente uma revolução de uma geração descontente, tenham ou não tenham telemóveis topo de gama.