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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Troika disfarçada de lei

Há já algum tempo que o governo tem falado de taxar discos externos e qualquer "aparelho" que sirva para transportar informação digital (lei n.º 62/98). Ou seja, telemóveis, pens, discos externos, e uma cambada de outras coisas que são indispensáveis para o nosso dia-a-dia de trabalho.

O governo alega que esta será uma forma de pagar os direitos de autor. “O quê?” perguntará muita gente, é verdade: Em Portugal somos criminosos até que provemos o contrario e, por isso, somos considerados piratas (faz sentido já que andamos um pouco à deriva).

Esta lei, alegadamente, está sustentada no facto de que este tipo de dispositivos são usados para transportar informação ilegal e, como tal, os seus utilizadores devem pagar os direitos de autor sobre o eventual uso de criações de terceiros que, parte-se do princípio, que estamos a usar ilegalmente.

Com esta nova lei, cada GB é taxado a dois cêntimos. Isto implica aumentos brutais nos preços de mercado deste tipo de dispositivos. Uma drive com 2 TB (que serão taxados com um preço superior por giga) pode vir a custar mais 50 euros, os telemóveis podem aumentar em 30 euros e por aí fora.

Isto demonstra os velhos do Restelo que temos a governar-nos, pessoas que não percebem as novas tecnologias nem as novas ferramentas que o país precisa para PRODUZIR. Com esta medida, quem vai ficar a ganhar é o mercado paralelo, esse que antagonicamente eles estão a tentar combater com esta nova lei.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Não.sei.que.mais, unidade sindical!




O sindicalismo nasceu numa altura em que a máquina era uma ameaça para o homem trabalhador (homem e mulher, para não ferir suscetibilidades). Numa tentativa de combater uma vida de trabalho de escravo onde não havia direitos, as pessoas juntaram-se na luta de um interesse comum, na procura de uma vida mais digna. 


Com o passar dos anos o proletariado tem um inimigo que não é a máquina, nem as novas tecnologias. Muito embora continue a tentar sobreviver contra o capitalismo, já não trabalha (na sua maioria) com as mãos. O proletariado são as pessoas que vendem trabalho intelectual, que continuam a lutar pelos seus direitos, mas estão dispersos, já não são uma classe única e específica. 


E com isto, os dois principais dirigentes sindicais de Portugal perderam razão, mas o que me faz confusão é que não perderam força. Muito embora os anos passem. Continuam a mobilizar só porque sim, determinados grupos a greves sem fazerem uma negociação dos direitos como deve ser, por vezes nem sequer verosímil. O poder negocial limitou-se à força que têm de fazer greve, atrás de greve, atrás de greve, até deixar de fazer sentido. Quem sai prejudicado são todos os trabalhadores, os que acreditam que estão a ser defendidos e os que sofrem as consequências destas greves sem causa. 


E estes dois grandes sindicatos que se dizem pelos trabalhadores, ficam contentes porque, na verdade, só pensam na sua visão pessoal e egoísta de continuar a mobilizar através de demagogia. 


Não sou contra as greves, sou contra esse egoísmo hipócrita de quem luta por si camuflado de uma luta comum.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Morte à morte

O valor da vida humana e o valor da sua dignidade andam a ser subvertidos a nível mundial. As mortes que têm marcado a atualidade são o espelho de uma sociedade cada vez mais egoísta e fria. A forma como vídeos e fotos são divulgados pelos órgãos de comunicação social e pela internet são aberrantes. Os corpos mutilados e feridos estão acessíveis a todos, através da passagem de um olhar pelas capas de jornais. A vida humana tem um valor muito grande, independentemente de estarmos a falar de um ditador ou de uma menina de dois anos. Fazer juízos de valor sobre quem é mais importante é um crime.  Quem somos nós para julgar e perceber quem merece ou não viver?

A dignidade humana é afetada por estas imagens e estas ideias cada vez mais frequentes quer em jornais de referência, quer em redes sociais. Quando a morte é banalizada, a vida de cada ser humano sofre as consequências. O resultado é uma despreocupação crescente, é haver uma revolução a nível mundial onde 99% das pessoas não são ouvidas, é o crescente egoísmo por um bem-estar pessoal e a desvalorização da vida em sociedade. 

Quem sofre é a moral e a ética que estão a morrer à velocidade da divulgação escandalosa de cada um destes temas. A responsabilidade não está só em quem divulga mas em quem consome este tipo de informação. O sangue está nas mãos de todos mas parece que ninguém o vê nem sequer o quer limpar.