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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Morte à morte

O valor da vida humana e o valor da sua dignidade andam a ser subvertidos a nível mundial. As mortes que têm marcado a atualidade são o espelho de uma sociedade cada vez mais egoísta e fria. A forma como vídeos e fotos são divulgados pelos órgãos de comunicação social e pela internet são aberrantes. Os corpos mutilados e feridos estão acessíveis a todos, através da passagem de um olhar pelas capas de jornais. A vida humana tem um valor muito grande, independentemente de estarmos a falar de um ditador ou de uma menina de dois anos. Fazer juízos de valor sobre quem é mais importante é um crime.  Quem somos nós para julgar e perceber quem merece ou não viver?

A dignidade humana é afetada por estas imagens e estas ideias cada vez mais frequentes quer em jornais de referência, quer em redes sociais. Quando a morte é banalizada, a vida de cada ser humano sofre as consequências. O resultado é uma despreocupação crescente, é haver uma revolução a nível mundial onde 99% das pessoas não são ouvidas, é o crescente egoísmo por um bem-estar pessoal e a desvalorização da vida em sociedade. 

Quem sofre é a moral e a ética que estão a morrer à velocidade da divulgação escandalosa de cada um destes temas. A responsabilidade não está só em quem divulga mas em quem consome este tipo de informação. O sangue está nas mãos de todos mas parece que ninguém o vê nem sequer o quer limpar. 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

As comunidades da comunidade

As novas tecnologias têm permitido criar redes de pessoas com interesses comuns. Nesse sentido sempre achei interessante projetos como o Freecycle. Este é um espaço sem fins lucrativos, onde as pessoas que já não querem determinados objetos que estão em bom estado, anunciam que os vão abandonar. Quem precisar deles só tem que combinar ir buscá-los. Desta forma reutiliza-se coisas que podiam ser deitadas fora, seguindo o nosso ditado popular em que o lixo de uns é o tesouro de outros. 


Dentro desta ideia, nasceu em Portugal o Vivências de Bairro, uma página no Facebook onde se partilha informação do mesmo género do Freecycle, e onde se acrescenta mais alguma sobre procura de casas, espaços, etc..

E como estes dois, sei de mais alguns casos interessantes onde se começam a juntar pessoas para se entreajudarem, numa simbiose que reflete o espírito comunitário.


Se souberem de mais algum sítio interessante, partilhem por aqui.