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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ho ho ho vs. Ha ha ha

Quem olhar para Portugal de fora, pensa que isto é tudo um grande filme de comédia. Num país endividado investe-se na venda de bens únicos e na pouca aposta num futuro a longo prazo; num desenvolvimento da economia para que, mais tarde, possa ser sustentada. Além de se fazer tudo isto, os principais representares do Estado em vez de nos animarem e darem alento, dizem para termos o melhor natal dentro do possível e aconselham toda a gente a imigrar. Que tipo de segurança me dá esta loucura? Devo rir? Devo chorar? Devo ignorar e continuar a minha vida? 

Já me desejaram um bom 2013, porque desejar tal coisa para 2012 não vale a pena. Este povo derrotista só o é porque, realmente, somos puxados para baixo até por quem nos governa, sempre a 5 anos, sem pensar num futuro que falsamente prometem em cada mandato. 

Será que, por outro lado estes dois senhores foram sinceros e devemos louvar tal atitude? Bem, nesse caso são os capitães que estão a ser os primeiros a abandonar o navio, que se desresponsabilizaram de tomar medidas e afirmam publicamente que já não à nada a fazer. 

Com isto tudo, o Fusível Ativo deseja um ótimo 2012 já que acreditamos que juntos podemos tornar este país num sítio melhor. 




segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vendido futuro, a bom preço e a 10 anos

A aldeia global está a tomar conta do mundo. O ocidente, que sempre desejou esta grande abertura está a deparar-se com um problema: os níveis de vida pelos quais sempre lutou e quis manter estão a ser normalizados. Ou seja, a classe média desce gradualmente o seu poder de compra porque compete diretamente a nível mundial. Já não ganhamos tendo por padrão o nosso continente, mas sim tendo em conta uma economia mundial onde, por exemplo, a Índia e os EUA competem lado a lado.

As regalias a que os nossos quadros se habituaram, estão a começar a ser suprimidas e, a geração dos 25 aos 35 está a ver o seu futuro a ser hipotecado. O futuro laboral, o futuro familiar, o futuro de reforma estão a ser tirados sorrateiramente, num jogo de cintura sem escrúpulos.

Os bancos deram créditos lembrando a estes jovens que tinham a vida pela frente e uma carreira de futuro; as empresas prometeram que no próximo ano é que era, que iam receber bem, mas só para o próximo ano (e ainda dizem o mesmo); os descontos obrigatórios para uma suposta reforma não coincidem com a realidade de um país cuja pirâmide etária está a ficar cada vez mais invertida porque ter filhos deixou de ser uma prioridade, não há dinheiro.

Competimos com países que oferecem o mesmo, mas mais barato e com a mesma qualidade; onde o nível de vida é mais baixo mas o nível cultural não. Vamos ver ascender a China, a Índia, o Brasil e nó vamos ficar aqui, neste cantinho, a transformarmo-nos e a equilibrar as voltas da economia e das mentiras sociais. 




segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Morte à morte

O valor da vida humana e o valor da sua dignidade andam a ser subvertidos a nível mundial. As mortes que têm marcado a atualidade são o espelho de uma sociedade cada vez mais egoísta e fria. A forma como vídeos e fotos são divulgados pelos órgãos de comunicação social e pela internet são aberrantes. Os corpos mutilados e feridos estão acessíveis a todos, através da passagem de um olhar pelas capas de jornais. A vida humana tem um valor muito grande, independentemente de estarmos a falar de um ditador ou de uma menina de dois anos. Fazer juízos de valor sobre quem é mais importante é um crime.  Quem somos nós para julgar e perceber quem merece ou não viver?

A dignidade humana é afetada por estas imagens e estas ideias cada vez mais frequentes quer em jornais de referência, quer em redes sociais. Quando a morte é banalizada, a vida de cada ser humano sofre as consequências. O resultado é uma despreocupação crescente, é haver uma revolução a nível mundial onde 99% das pessoas não são ouvidas, é o crescente egoísmo por um bem-estar pessoal e a desvalorização da vida em sociedade. 

Quem sofre é a moral e a ética que estão a morrer à velocidade da divulgação escandalosa de cada um destes temas. A responsabilidade não está só em quem divulga mas em quem consome este tipo de informação. O sangue está nas mãos de todos mas parece que ninguém o vê nem sequer o quer limpar.