segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Galinha de casa, mais come do que vale

Queremos agradecer aos senhores deputados europeus que, de estarem tão longe, se esquecem dos meros mortais. 

Agradecemos pelos juros imensos que nos cobram, pelos cortes intransigentes que nos impõem. 

Agradecemos aos nossos representantes por se esquecerem de nós quando recebem bons ordenados e regalias, que provavelmente já dizem “Jan Michele, tu et ici tu es à mange"; que nos esquecem porque já estamos longe, que escolheram ser de outra classe. 

E é a pensar nisto tudo que queria acabar com um grande agradecimento a todos os senhores deputados que estão aí, nesse sítio distante, longe do comum dos mortais: Um grande obrigado por terem pensado no quão importante é aprovar uma nova regra comunitária a ser adotada até julho, para que as galinhas poedeiras tenham as devidas condições. Isto implica que cerca de 80% das produtoras em Portugal correm o risco de fechar já que este setor vai precisar de 75 milhões de euros para cumprir esta nova regra. 

Queria, por isso, deixar um grande agradecimento por parte de todos os portugueses, principalmente pela nossa economia e por toda a economia europeia que estava mesmo a precisar que estes assuntos fossem debatidos nesta altura do campeonato. 


Um grande bem-haja, que comam e durmam bem por aí às nossas custas e, quando voltarem em primeira classe, lembrem-se que a comida de avião é uma iguaria que poucos podem provar, mas todos as pagam a Vexas.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Não fomos nós!

"16 quilos de cocaína despachados para o quartel-general da ONU"
in Público

Na minha humilde opinião, este foi o trabalho de traficantes de droga que estavam a tentar enviar esta droga para os EUA e cujo plano acabou por correr mal - diz o senhor Gregory Starr enquanto esfrega o nariz.




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Troika disfarçada de lei

Há já algum tempo que o governo tem falado de taxar discos externos e qualquer "aparelho" que sirva para transportar informação digital (lei n.º 62/98). Ou seja, telemóveis, pens, discos externos, e uma cambada de outras coisas que são indispensáveis para o nosso dia-a-dia de trabalho.

O governo alega que esta será uma forma de pagar os direitos de autor. “O quê?” perguntará muita gente, é verdade: Em Portugal somos criminosos até que provemos o contrario e, por isso, somos considerados piratas (faz sentido já que andamos um pouco à deriva).

Esta lei, alegadamente, está sustentada no facto de que este tipo de dispositivos são usados para transportar informação ilegal e, como tal, os seus utilizadores devem pagar os direitos de autor sobre o eventual uso de criações de terceiros que, parte-se do princípio, que estamos a usar ilegalmente.

Com esta nova lei, cada GB é taxado a dois cêntimos. Isto implica aumentos brutais nos preços de mercado deste tipo de dispositivos. Uma drive com 2 TB (que serão taxados com um preço superior por giga) pode vir a custar mais 50 euros, os telemóveis podem aumentar em 30 euros e por aí fora.

Isto demonstra os velhos do Restelo que temos a governar-nos, pessoas que não percebem as novas tecnologias nem as novas ferramentas que o país precisa para PRODUZIR. Com esta medida, quem vai ficar a ganhar é o mercado paralelo, esse que antagonicamente eles estão a tentar combater com esta nova lei.



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Não percebo

Devo ser uma pessoa muito burra. Nunca tive muito boas notas a matemática, deve ser por isso que não compreendo as contas da Segurança Social. Então depois da conta penhorada, tive que pagar a primeira prestação, a qual chegámos a acordo.

Como a conta estava PENHORADA não tinha dinheiro para fazer este primeiro pagamento. Vá lá, consegui pedir dinheiro emprestado, com a promessa de o devolver assim que me resolvessem a situação. Hoje a situação foi resolvida, tive acesso à minha conta mas o dinheiro penhorado desapareceu. Não me avisaram que isto ia acontecer, até porque, se fui negociar uma forma de pagamento mais suave é porque não tenho dinheiro para ficar sem dinheiro.

Este mês tenho que pagar uma nova prestação. Vou ter que ir lá e explicar que, ao tirarem o dinheiro da conta, imagine-se, fico sem dinheiro para lhes poder pagar. Magia! 

Não percebo esta situação em que ninguém fica a ganhar: vou empatar os serviços, eles voltam a não receber dinheiro e voltamos à estaca zero.

E eu que andava contente a achar que já tinha esta situação resolvida, meti-me noutro buraco.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Desenrasca: a profissão com maior percentagem de portugueses

Porque estamos em crise tenho uma amiga da minha sobrinha que conhece um tipo que faz uns bonecos porreiros, não precisamos de um arquiteto;

Porque sou muita esperto, tenho um amigo que conhece um tipo que tem um filho que gostava muito de brincar com playmobis, por isso não precisamos de um engenheiro;

Porque a minha filha é muito inteligente porque é minha filha, ela faz o site da nossa empresa porque desde pequena que ela é especial, não precisamos de um designer;

Porque o meu vizinho de cima esteve no Técnico em matemática, eu peço-lhe para programar o que for preciso e não precisamos de pagar a esses gajos que não percebem nada, como é que se chamam?... Programadores, é isso;

E depois disto tudo, o mercado começa a ficar parasitado por pessoas que cobram preços irrisórios por trabalhos que ficam mal feitos, levando os profissionais das áreas a baixar os seus preços. 

Depois queixam-se que não funciona ou, pior, nem sequer têm essa perceção porque o trabalho não foi explicado como era suposto. E assim se criam os jeitosos que safam aqui e ali e que ajudam bastante a dar cabo do mercado de trabalho.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

16 e 17 de janeiro não há dinheiro!

Muito embora os nossos votos sejam de um 2012 cheio de coragem de força de vontade e associativismo, queremos relembrar que ainda nos encontramos numa situação económica frágil.

Eric Cantona fez um apelo, há já algum tempo, de um protesto que não foi levado a cabo mas que é uma excelente forma de reivindicar, sem violência, sem motins, sem polícia, sem confrontos de maior. É uma forma pacífica de provar que o poder está no povo, que se todos os “pobres” levantarem o seu dinheiro, os 1% não conseguem sustentar esta imaterialidade monetária, números que vemos mas nunca sentimos, dinheiro que não existe efetivamente. Eles movimentam-no como lhes convém. Fazem dinheiro com o nosso dinheiro, e ainda nos cobraram impostos e taxas.

Nesse sentido fazemos um apelo: Pedimos a todos que, entre o dia 16 e 17 de janeiro, levantem todo o dinheiro das vossas contas. Nos dias seguintes voltamos a depositar, mas o objetivo é que os bancos sintam o que é estar sem dinheiro, o que é estar preso a um bem que pensam ser deles, mas que é nosso.

Vamos mostrar-lhes o amor que temos por um espírito solidário, que todos estamos metidos nesta crise, que não nos podem manipular, chantagear e, mais importante, que o povo é quem mais ordena. Divulga esta revolução.